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Sinceramente, nunca prestei muita atenção ao conceito de solidão. Tenho estado só durante muito tempo em salas cheias de gente, sem realmente saber o que fazer. Pelos momentos em que senti necessidade de terminar com a existência, onde percebi que a depressão não é um beco escuro e húmido, antes se trata de respirar desespero vermelho e sufocar lentamente, percebi que a solidão não se evoca, explica ou exige.

No entanto, em todos os  momentos em que me senti grotesco - muito além de grotesco, inútil - nunca vi qualquer salvação ou fuga na grande maioria das pessoas que entravam nas salas atulhadas de gente. Creio que pouco podem fazer para me curar da solidão. Porque sempre esteve comigo, este formigueiro de anticipação para o momento de solidão e silêncio.

Pouco ajuda ver um sorriso nas pessoas, um gesto de afago ou um cumprimento solene. Eu nunca fui pessoa para antecipar a sexta-feira à noite e correr para os bares e ouvir a música alto. Prefiro esconder-me noutros lugares. Ficar quieto e aceitar que não existe nada do outro lado. Apenas gente estúpida misturada com mais gente. Pouco me importou e pouco importa agora.

Talvez devesse lamentar, mas não o faço. A minha solidão acaba sempre por fazer-me companhia. E eu acabo por gostar de mim próprio, de uma maneira ou outra.

 

 

 


1 comentário

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Rita 24.12.2013

espero que tenhas um bom natal.....por isso Feliz Natal
beijo :)

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