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Neste recanto secreto, mundo bizarro

de emoções feito,

onde crescem sonhos, absortos em si

caminho por estradas antes criadas, antes forjadas

 

E vejo o que deixo para trás,

cortadas as desilusões e as malhas da paixão

em brevo volto a tudo reencontrar,

pois não pretendo falsa consciência do que sou,

apenas permanecer assim, envolto nisto

 

Tu baixas a voz, num sibilante sussurro

porque estou exposto, na escuridão

no amâgo do vazio,

por isso deixa que aqui fique

na penumbra do dia

 

Deixa que aqui fique, e renasço de novo

deixa-me neste Vazio, Nada

assim me abro para a morte, só

esta será a minha verdade,

por Fim, a Salvação que chega...

O caminho por esta estrada faz-se em solidão. Porque se torna longo. Pesaroso e insensato. Muitas vezes o vazio que me transcende, apenas o consigo sentir. Raramente descrever. Uma parede de concreto. Tingida de negro. Pontuada por cinzento. E pouco branco.

Torna-se díficil respirar. E porque me torno tão racional apenas sonho com respostas. A minha imaginação torna-se um mar revolto.Tempestuoso. Assim, eis que me encontro só. E se há companhia, grata que seja, sei que será frugal. Sei que se aperará de mim rápidamente. Nada que mereça a minha raiva. Apenas a minha desolada vénia. E prossigo. Só.

Por vezes gostaria de olhar para trás. Lamentar o sucedido. Desculpar-me, se caso fosse. E apenas posso aceitar o que sou. Se tenho alguma melodia em mim, é descompassada. Insolente e persistente. Porque estou sempre a procurar. Tentar finalmente a chave certa. Abrir as portas e olhar alguém que comigo caminhe.

Nos dias feitos desta matéria, lamento seriamente esta minha vontade. Apego-me apenas ao que não deveria. O que em mim se enraiza, cresce tão forte, tão obscenamente convicto, que só me resta esperar. Encontrar uma saída deste caminho.

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