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Ou as agruras de Nossa senhora!

 

É mais fácil para uma criatura de hábitos simples e porque não, se em si retiver aquela rústica e quase analfabeta fragrância que sempre parece acompanhar estes peões, trocar os seus caminhos de outrora quando a perdição poderia bascular trilhos mais sinistros,  por um ofegante - eu vi a luz!! Porque não enfrentam dilemas de grandeza sabática ou porque desde logo a sua moral pessoal é tão precária como os seus pensamentos. É fácil e nem sequer requer técnica especial.

 

Fascina-me o mero facto, momento de simplicidade existencial em que existe a transfiguração de uma cretina ambulante, pejada de caricaturas supostamente imaginadas como referências, em algo muito próximo de uma santa que, antes vivendo por acessos de pecado fantasioso se redime e se rende às águas serenas da pacificação pessoal. Sua e dos outros. Creio ser lindo, este processo!

 

Fico sempre acometido de ternura quando pressinto uma alma simples e corrupta tornar-se num bastião de pacificação. Que o Taoismo pode ter muito para dar. Ainda que sejamos servos de uma essência incolor e na nossa pequena mente resida um colossal buraco negro devemos sempre, mas sempre tentar massajar as costas de um qualquer monge budista e assim, entre pequenas gotas de suor e ligeiras doses de pus e pontos negros, tentar obter algo da sua energia vital. Sabedoria e tolerância! É ponto assente.

 

E recomeçamos um novo-velho ciclo de expansão universal. Para isso, necessário se torna escrever com alguma alma e sobre assuntos que outrora apenas se destinavam aos escolhidos. É imperioso deixar para trás as chagas do passado e quando tudo o que era escrito por nosso punho, nem sempre acompanhado pelo buraco negro cerebral, não saía daquela pequena e dúbia zona do retardamento mental ordinário e a pulsar de legitimidade negativa.

 

A propósito de negativo, evitar demónios e afins! Por favor. Mesmo sendo danados por serem filhos da suposta senhora. Estes já não se salvam! Até porque de certeza que a energia universal não chega para todos.

 

Fascina-me. A sério. Como se quem toda uma existência foi falha de conceitos minimamente racionais pudesse alguma vez aspirar a algo melhor!

 

Gostaria de dar um Kudos! e porque não um irrequieto Hej! a uma estranha e nova adição a este blog de sombras!

 

Eis que hoje quando abria este meu Necronomicon de escuridão que já muitos me afirmaram estar um "reflexo puro e duro do que sou" - se calhar a culpa é sua Gaffe, mas eu tenho as costas largas, - quando me foi sinalizado que alguém tinha adicionado o meu blog. Já o tinha feito no dia 5  deste mês mas a minha distração e afastamento é já proverbial. Não tinha reparado, lamento. 

 

E quem vejo que se juntou a mim nesta minha demanda para o Inferno? Nada mais nem menos do que o já famigerado e desincubado nome de Pink Poison!!!! 

 

Aye!! Reconheço que inicialmente a minha surpresa me deixou estupefacto. Tremi e titubeai! Mas após escassos segundos, a razão que tanto me assiste agarrou-me pelo queixo  e podem acreditar que a bofetada doeu!

 

Óbviamente, só pode ser uma de duas coisas. Ou finalmente viu a luz! E reconheceu a minha superioridade. Coisa que duvido, visto o que já conheço das minhas observações do veneno rosa em questão. 

Ou alguém pretende brincar com a coisa, que desde logo me parece mais certo e acho que a Pink veneno deveria resolver. Possivelmente alguém pretende ser mais Pink Poison do que a própria. E se for uma provocação, admito que me fez rir e só por isso merece referência.

 

Se for verdade e mesmo que não seja, porque o nome em questão existe aos pontapés de tantas botas como as que eu gosto de calçar, eu, Fleuma, filho da puta consumado, decidi colocar uma singela homenagem pela coragem e até, porque não, petrificante vontade de me agradar. Ponderei uma imagem de mulher nua, coisa que sei ser popular entre as lavagens cerebrais que sustentam aquele cérebro. Mas depois pensei:  assim vão pensar que me estou a vender ou a oferecer. Niet! Isso não! Que eu posso ser filho mas não ser o oferecido.

 

Decidi por uma bela imagem tirada a mim e a uns amigos meus que de certeza traduz toda a noção que a famigerada tem do Fleuma. É colocada com muito amor e carinho e posso até fazer uma proposta singela de prática entre cavalheiros filhos da puta. Se adivinhar onde me encontro na imagem eu dedicarei um post neste blog só a si ... Pink Poison. Ou quem está a tentar simular o que não se simula. 

 

Pequena ajuda - não sou nenhuma das criaturas sem cabelo! Sei que isto facilita a sua ignorância. Ou de quem acha que é Pink Happy!!

 

Jesus Cristo num acesso de fúria! Hoje já foi dia de riso! Desde logo agradeço.

 

Não se trata de saber se este é o melhor caminho o que sigo. A ausência da luz canta muitas vezes em vozes amigas. Quanto menos dou de mim próprio mais recebo em troca. Como? Isto nunca antes me foi dito ou ensinado. E estive tão longe assim? Quantos passos, quantas mortes foram necessárias para aceitar que o que me parece real é afinal uma ilusão? Que em cada momento de verdade, raro e cintilante, existe um caos imenso. E dizem que o amor é em todos os casos a solução mas então, porque persiste o sangrar? Mesmo entre o murmurar de promessas que não serão cumpridas.

 

Sou um tolo que teve de espirrar o sangue do que faço de certo e errado. Um tolo em constante procura de uma resposta - quase a saber a resposta. A este ignorante desprotegido afirmaram que a vida é um carrossel e que deveria deixar que voasse livre! Que o mundo está cheio de reis e rainhas de coração caridoso, mas sei que apenas roubam os sonhos enquanto cegamos ao seu toque. Postularam que a escuridão é apenas a aproximação do dia , onde o negro é simplesmente o branco. Aceitei que a lua era apenas o sol à noite e que sim senhor! Que era real o caminho feito entre os muros preciosos. E que poderia ficar com todas as preciosidades que conseguisse abraçar!

 

Mas é tolice. Eu sei. Torna-se verdadeiro enquanto sangro por aquele dançarino que me mostrou o caminho entre escuridão e luz. Não custou entregar-me, sinceramente. Mais doloroso foi constatar a mentira e a cegueira.

 

 

Ainda hoje eu anseio por uma explicação racional, mínima que seja, para a ideia de alma gémea. Talvez porque seja espessa a minha dúvida, sempre que vejo retratado este conceito, sem dúvida fruto de uma mente degenerada pela incapacidade de aceitar a sua solidão, só consigo questionar uma e outra vez e nunca me é apresentada uma resposta coerente. Pois então, parece que alma gémea é ideia assente em fé. Religiosa e relíquia de literatura de baixo calibre, assim a rasar o saloio imprestável.

 

O que me intriga nesta coisa de almas gémeas tantas e tantas vezes ditas e escritas em outras línguas que não a de Camões, nem que seja só para parecer sofisticado neste burgo, é de imediato a ideia que transmite. Há algo obsceno na ideia de alma gémea que leva para o domínio de rebanho e grupo que pensa e age da mesma maneira. Coisa que me deixa aterrado! É algo que me suscita desprezo e nojo.

 

Mas Fleuma, então o amor e a partilha de sentimentos entre semelhantes? E o calor de um abraço ou de um roçar de corpo? 

 

Reservo o meu direito a reservas, respondo eu. E indago:

 

Uma alma gémea para que não seja uma qualquer abominação deslavada necessita de igualdade em relação a quem decidiu que queria algo gémeo. Assim! Sem mais nem menos sentindo-se só e desprotegida imagina outro semelhante. Portanto terá de possuir os mesmos atributos em qualidades boas e defeitos. Significa que a pobre alma gémea herdará a sagacidade, a coragem e destemor bem como a grandeza interior de quem a elegeu como sua siamesa. Neste caso até nem será pobre - antes rica em proventos e luz que ilumina o túnel.

 

Mas, sacana de mas estava aqui escondido algures em espera para  pontapear a ideia de esperança, e se quem assim tiver decidido, assim porque sim!, imaginar uma alma gémea nas suas viagens de faz-de-conta pouco mais seja a nível intelectual, moral e até em utilidade, do que uma mera mancha existencial. Assim descrita por confirmação indelével. Contra factos não existirem argumentos.

 

Aqui vacilo e estremeço! 

 

Significa que a pobre alma gémea será um reflexo de tudo o que é cretino e disfuncional em quem a elegeu como tal? Que apenas significa ser um ombro de ajuda para as chagas de uma vida despendida naquela maresia tão própria dos que acham que evoluir é filosofar feliz e ignorante.

 

Mas e se a mesma alma afinal não se sentir gémea e apenas piedosa perante tamanha e incompetente calhorda? E se, não querendo ser contaminado por tanta burrice e nevoeiro mental, a dita alma que não quer ser gémea apenas sinta pena e solidariedade com tanto sofrimento moral? Porque as dores e golpes de quem elegeu uma alma gémea, assim porque sim!, são tão vastas como a sua própria moralidade de bazar em dias de feira. 

 

Não sei. Hesito.

 

Valerá o risco aprisionar uma alma imaginando-a gémea quando se habita um universo de pedante imbecilidade?

 

Isto não serve para responder à questão que me atormenta e ao necessário de uma explicação. Almas gémeas são como desacertos imaginários onde forçamos uma qualquer criatura a reduzir-se à condição de reflexo incapaz e se a nossa natureza for a de um pedaço de ossos ocos, ainda se torna pior.

 

Imagine-se Aleister Crowley, H.P. Lovecraft ou um Sam Harris a imaginar almas gémeas. O mundo deixaria de ter disparidades e passaria a ser um vale de imbecis incapazes e com algumas réstias de imaginação. Apenas isso. Já bem basta o seu grande número a arrastar o cheiro por todo o lado.

AVISO : GOSTARIA DE AVISAR OS QUE SÃO PARTICULARMENTE SENSÍVEIS A PALAVRAS OBSCENAS QUE DESDE JÁ, FECHEM A PÁGINA QUE SE SEGUE. SIGAM, POR FAVOR PARA OUTRAS PASTAGENS MAIS VERDES E AMENAS. 

FICOU O AVISO!

 

O que é um filho da puta?

 

Quando estas palavras são atiradas em  minha direção eu sempre - e de forma maquinal - mentalmente, coloco a questão: o que é que importa realmente nestas palavras? Se o filho da puta, que não escolheu ser, porque supostamente, tal condição lhe foi imposta, ou se, após observação atenta, conclui que essa é uma condição assumida, aceite e até vociferada em vanglória por quem atira tais palavras.

 

Porque veja-se isto da visão analítica do suposto filho da puta, nada prova que a sua progenitora o era. Teve pai extremoso e mãe orgulhosa que de rameira nada tinha. Estudou e cultivou-se. Feitio de aço e à prova de choque nunca, jamais e em tempo algum, aceitou dinheiro fácil ou questionável. Claro que tudo poderia ter sido escondido, porém, pelo que me lembro e reconheço em minha progenitora, que por temperamentos idênticos, sempre esfregamos na cara o que somos, ela não mentiria. Nem que fosse para fortalecer o seu imenso orgulho.

 

O que fica então nesta fase filho da puta? O meu apreço pela filha de putice! Se eu, filho da puta consumado, aceito com agrado as palavras enviadas com o mero intuito de sujar ou agredir, é porque , como lendário filho  da puta, me recuso a ser escravo dos outros apenas para ganhar dinheiro fácil. Porque esta é a verdade: Antes ser o filho do que ser a puta. Antes não agir como previsto do que ser a previsão do que irá ser. Porque o filho da suposta não tem de o ser. O filho da suposta puta recusa-se a ser sustentado através de serviços prestados a troco de peso em cima  de si. Enquanto quem o é, porque o ostenta com orgulho, porque usa o o seu miserável saco de carne e ossos para evitar o trabalho árduo e a necessidade de esforço, que tantas vezes deixa os filhos da suposta puta em cima da cama a dormir sem sequer  despir a roupa do dia, foi muito possivelmente uma bastarda inculta por quem a própria mãe não nutria o mínimo carinho e que pensa que a superioridade está em ser e assumir. 

 

O que sempre provoca intriga no insulto atirado  de maneira habitual é a estranha incapacidade de quem o profere e assume ser tentar comparar -se a quem não é. Há algo de bizarro nesta ideia. Uma dormência de alguém que não é apenas em corpo que sente. O pior é ser também em mente porque aqui, neste preciso ponto, juntar a alma e o pensamento, é de uma degradação javarda. Um filho da puta existe em pensamento independente porque se pode ser filho não tem de o ser. Quem o é física e mentalmente, assumindo e inventando desculpas para a sua inutilidade, quando tenta o insulto direto, nunca consegue ser mais do que o que é no preciso momento. Objeto de aproveitamento e descargo. Mesmo que, em desespero por ter sido rejeitada da ninhada, tente varrer a sua condição com pós dourados de fantasias sexuais, não passa disso mesmo. É. Nada mais.

 

Assumo a minha filha de putice. Dirvirto-me na contagem de filhos da puta que de forma regular quem o é me brinda.

 

Já antes afirmei: 

 

A) prefiro ser um filho da puta que não precisa de ser sustentado do que o ser e assumir orgulho nisso.

 

B) prefiro ser filho da puta do que ser vitima de uma micro arruaceira que sistematicamente desaprende a lei do mais forte.

 

C) prefiro ser filho da puta do que desejar a morte de quem amo e achar que é merecido, quando tudo o que se faz é conspurcar o espaço que não é seu!

 

D) prefiro ser um filho da puta, de facto, um real filho da puta, do que tentar arrastar os outros para as intrigas e guerrinhas de merda  e depois tentar passar entre o pingos da chuva, chorando aos sete ventos que nada de mal fez!

 

E) e prefiro que assim seja, filho da puta, do que não reconhecer que é sistematicamente esmagada, que a mentalidade fantasiosa do que é, até nisto se revela, servindo apenas como objeto de gozo e contemplação.

 

E por fim, não foi o filho da puta que comprou esta guerra! O filho da suposta foi arrastado à força para este campo e se a imbecil que assim o fez não consegue domar a besta é apenas e só porque não merece viver. E só consegue suscitar a minha atenção com visitas e tiradas de provocação mesquinha.

 

É sempre gratificante para mim poder observar que o que escrevo e que certas palavras que uso conseguem ressoar em muitos locais. Metanoia foi uma dessas palavras. Interessou quem, por direito próprio, conseguiu estimular a discussão e isso é sempre bem vindo e claro, tal como seria de prever, também foi palavra que escrita neste local, viajou, escorrendo em ligeiros ribeiros, até às camadas mais baixas e fortemente habitadas da natureza humana.

 

Assim é a condição da palavra Metanoia! Mais gigantesca que o amor e até o ódio. Mais expressiva e opressiva que qualquer outra expressão humana. Mas infelizmente, pouco conhecida dos mais inferiores - estes pouco dados a conjugações nada abonatórias do seu dia existencial. Simples e pacato. Sem muitas coisas dadas a isto de cultura.

 

Mas talvez até esteja a cometer o pecado da ignorância. Coisa que não deve acontecer. Até porque sei que as almas inferiores adoram ler o que escrevo. Talvez a palavra Metanoia tenha rival. Não em expressão intelectual. Aqui não me parece que haja dúvidas. Onde  a  expressão Metanoia perde brilho e intensidade, talvez porque  os deuses também são distraídos e por vezes obcecados  com o vulgar e estropiado, é na intensa conjugação de letras que forma a lendária palavra Cunt! Porque não existe maior expressividade para retratar a mente e fisionomia humana. Nada consegue superar em desígnio certeiro, incapacidade humana ou estupidez latente, como Cunt.

 

Porque enquanto Metanoia designa um caminho para um estado ou um estado que pode levar a um caminho, Cunt é a consequência de um mau caminho escolhido. Cunt é uma mescla de condições que não apenas a da fácil rameira ou de duvidosa virtude. Pode ser uma cabra ou uma mentirosa. Pode ser uma criatura particularmente estúpida, muito acima da normal estupidez. Cunt é quem não consegue soletrar uma frase sem propagar sujidade e absurda pacatez ignorante. Cunt  espelha a condição humana no seu mais baixo grau respiratório onde as questões continuam a acontecer sem uma resposta satisfatória. Porque não se pratica o aborto com maior frequência? Mas será que Deus existe mesmo? Senão porque razão permitiria tal grau de emancipação ignorante?

 

Cunt. O uso desta palavra na minha escrita tem sido questionado porque quem de direito deve questionar. Porque o que é opaco e mesmo assim não consegue ocultar deficiências mentais e físicas, ainda se consegue transcender e questionar. O uso desta expressão por mim é colocado como um facto consumado: que estou a perder a compostura! 

 

AH,AH,AH,AH!!! Permitam que ria. Porque não se trata de perder a Fleuma, não. Permaneço, na atribuição da palavra Cunt, verdadeiro. Estoico e inamovível. De facto creio atribuir uma real condição e direi até, abençoar os desfavorecidos com esta gigantesca palavra! E no entanto, não se trata de perder a compostura. Trata-se de demonstrar que Cunt justifica o elitismo e que mesmo as elites devem, por sagrado dever, descer e visitar as camadas inferiores da  existência humana. E Cunt pode muito bem ser uma palavra-passe para este reino de incapazes e parasitas. Eu também partilho da visão dos desfavorecidos pela mãe-natureza. Que já agora, pode bem ser uma Cunt! Já que não está a tratar dos desperdícios com eficiência.

 

 

Acabo prostrado. Não porque Metanoia tenha chegado ao subnível humano e não consiga ser absorvida, ficando a pairar fantasmagórica entre espasmos de ignorância e manápulas primitivas. Prostrado porque Cunt foi mal entendido. Compreendido como ofensa quando se trata de um dos poucos elogios que a elite consegue proferir. Que tão bem descreve as almas mais estreitas e esforçadas. Que tentam elevar a cabeça acima do chão onde se arrastam. E olhar o céu. 

 

Mas trata-se de condição. Não adquirida. Nascida nos genes. "A Cunt is always a Cunt!"

 

 

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