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Finalmente, um pequeno momento de loucura. Que possa ter sido tão breve com esta vontade de tudo rasgar. E de novo começar. Mora nesta veia profana e desmedida, a virtude de querer. Tudo. E nada poder possuir.

Inconcebíveis se tornam os dias em que não tocamos nesta loucura. Em que não rasgamos a nossa diáfana inocência. Matando-a. Poder fazer disso a miragem perfeita. Tornar a ser livre. Triste impossibilidade!

Tamanho tesouro, este. Fugir e defletir a tarefa dos dias que não terminam. Prosseguem. Sem pausa. Sem piedade. Morrer sem saber o que é ser a própria sombra? Haverá pior castigo? Saber que nunca serei perfeito. Harmonioso. Num paradoxo absoluto. Nesta irracionalidade chamada perfeição, medir essa mesma dor e sorrir. Ao falhar a perfeição.

Faço desta breve fuga à realidade, um rasgo. Uma visão que cega. Antes de assumir o meu devido lugar. O de grotesca criatura com um tempo de vida definido, por genes e por cansaço. Seria a morte ideal, o fim completo. Finalmente conhecer a verdade absoluta. Intocada. Imaculada. Seria ver. Finalmente saber o que é a perfeição.

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2 comentários

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Fleuma 31.08.2011

Interessante, que coloques essa perspectiva. Porque corresponde. em muito, ao que tentei transmitir. Por vezes as pessoas dão-se mal com as minhas percepções. Não gostam de paradoxos.
Obrigado pela visita....

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