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Existem canções que são e permanecem uma marca que nunca se ofusca da nossa existência.
Num universo cada vez mais mediático e made in MTV, recordar que existe algo para além da miserável propagação de má música e facilitismo que nos assola cada vez que tentamos escutar algo diferente, é um ato, acima de tudo, de sanidade mental.
Os Tool são um projecto morte americano, por ventura uma das mais pontentes forças criadoras do VERDADEIRO universo musical deste continente, e são uma das minhas verdadeiras preferências a nível de grande música que se pode ouvir.
Qualquer dos seus trabalhos é imenso! Grandes e épicos,  todos revelam uma força de criação assombrosa.
Mas, perguntarão os que me leêm, porquê este tema em  especial? Se outros também se destacam?
Porque existem canções que nos atravessam como espinhos enterrados na carne! Eis porquê.
Muito do que se passa neste tema, é um estranho e mortificante ato de mutação mental e espiritual.
Agarrados  ás suas raizes, os músicos arrastam-nos para um mundo de devoção amorosa doentia e podre. Tão próxima de tudo quanto nos rodeia. Para além de o próprio video ser uma obra de arte (bem como todos os outros que gravaram), a noção de constrição e esmagamento será, e aqui é indismentível, perfeitamente alienígena ás actuais correntes musicais que os mais novos escutam. É pena.
Eu não serei um arauto de boa disposição. Sou sedento das minhas convicções e sempre atento a aprender. Prefiro aquele lugarzinho mais escuro. Ali, ao cantinho. Longe da reverência que traz a luz. E por isso, esta faixa, intensamente crua e despida de ilusões, agita-me e embala o meu berço.
Nas piores fases que a minha vida teve, nesta música me revi.
No meu mais intenso topor nihilista, onde perdi a fé nos amigos e, pior ainda, perdi a noção de mim mesmo, num estranho pulsar suicida, este tema tocou nos meus ouvidos.
Não existem melhores momentos para sentir a vida. Que nos parece escapar. E sentirmos a mais pavorosa forma de sofrer: A solidão!
Este tema não tem idade ou benevolência para com ninguém. Descreve a alma humana que, em solidão sofre e agoniza. Em escrava servidão!
"Sober"

There's a shadow just behind me,
shrouding every breath I take,
making every promise empty,
pointing every finger at me.
Waiting like a stalking butler
who upon the finger rests.
Murder now the path called "must we"
just before the son has come.
Jesus, won't you fucking whistle
something but the past and done?

Why can't we not be sober?
I just want to start this over.
Why can't we drink forever.
I just want to start things over.

I am just a worthless liar.
I am just an imbecile.
I will only complicate you.
Trust in me and fall as well.
I will find a center in you.
I will chew it up and leave,
I will work to elevate you
just enough to bring you down.

Trust me.

Mother Mary won't you whisper
something but what's past and done.

Trust me.

I want what I want.






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