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Falo-vos agora, de incoerências. Da incapacidade que as pessoas têm de aceitar as oposições. Falo da total indisponíbilidade para que se aceitem outras vontades. Outra visão das coisas. Por estas incoerências, que não passam de intolerância mascarada de boas intenções e candura, é possivel medir a verdadeira dimensão do  caracter  pessoal.

Uma coisa que me irrita de forma particularmente intensa, passa pela incapacidade de aceitar algo. Uma vontade. Uma inclinação. Um não, como resposta! A incoerência chega de forma mansa. Com falsos ares de devoção. No exterior, nas palavras proferidas à luz do sol, tudo está bem. Tudo se aceita e nada se teme. Mas, por dentro, certas pessoas não ultrapassam barreiras. Não conseguem ver para além das suas próprias concepções da vida. Veja-se, confundem actos desinteressados de partilha de experiências, com devota reverência.  Por entre palavras de respeito, vão falando  de si. Como criaturas livres e sem vontade de agrilhoar outros. No fundo, apenas desejam amarrar. Sujeitar a uma vontade. Como a sua.

Irrita-me, ainda mais, quando, de forma presunçosa e arrogante, tentam comandar o que pensamos, fazemos ou até escrevemos. Quando, no limiar de uma infantil frustração, se auto flagelam. Passando por vítimas e tristes prisioneiras. Prisioneiras? De quê? Da sua própria incoerência. Da incrível incapacidade de conviver com a falta de correspôndencia sentimental dos outros!

Preferem ser incoerêntes. Cegas para tudo. Apenas se resguardam para o que querem. Querem, não! O que pensam ser seu! Como se um acto divino qualquer, lhes tivesse concedido essa idiota permissão!

Alguém me quis deixar irritado. Seja! A partir disto, não voltarei a aceitar incoerências, sejam quais forem.







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