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"All for the love of thee"

Esta devia ser a primeira visão da nossa existência. O principio de tudo. Muito antes de qualquer outro conhecimento. Mesmo antes do reconhecimento da palavra "mãe" ou "pai". No inicio, nos primeiros suspiros de ar já deveriam ser claros os primeiros impulsos, a paixão pela arte de fugir.

Não a arte da cobardia e do medo. Antes a arte de voltar as costas de olhos postos num outro horizonte distante, demasiado longe para outros.

Recordo-me perfeitamente das palavras - " A verdadeira libertação só vai realmente existir quando pura e simplesmente deixares de te importar com o que os outros dizem. Quando tudo se tornar tão relativo na tua mente, que apenas e só o que te interessar ficará. Tudo o resto será lixo inútil."

Recordo-me enquanto vou bebendo delas, deixando que dancem aqui mesmo e em frente aos meus olhos. E nada se torna mais poeticamente justo do que este paroxismo - quase estertor que antecede a decisão pessoal de matar algo enquanto saímos -,  esta violenta capacidade de retirar peso dos ombros com a destreza dos que sabem realmente o que fica. E o que fica não é mais do mesmo. Não é o nada. Fica o que importa.

E pouco importa que esta seja uma arte maldita para os que não lhe reconhecem as virtudes da pacificação. 

Mais importa a quem nela encontra a companhia e a possibilidade de continuar o caminho por outras estradas.

 

 


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