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Um dia destes vou escrever-te sobre paixões blasfemas. Como é possível transformar o frio mais cortante num calor abrasador que tortura os sentidos e consome cada segundo de duração. Vou descrever-te passo a passo o caminho dos olhos que brilham no escuro mais denso: sabias que isso é possível? Deixar fluir o animal escondido até apurar os sentidos a um limite quase doloroso, transformando cada gesto, cada sopro, numa mensagem maldita que nos encaminha para uma rendição imposta à alma e ao corpo.

Um dia vou citar-te passagens de um catecismo em sombras e onde batem as emoções mais sibilantes. Onde cresce a doutrina da rendição em nome da vontade ímpia de sacrificar o corpo às paixões mais sinuosas, onde a carne esmaga os pensamentos.

Onde a loucura se consome em gritos sem sussurros, entre espasmos nocturnos.

Tingir-te com as palavras enquanto te refugias de mim no teu balandrau negro.

Oferecer-te a eminência de uma atmosfera negra num sumptuoso manto escondido no tempo.

(Fleuma...)


2 comentários

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olhosqueleem 04.01.2023

Gostei do que li.

Fiquei com a sensação que a imagem se funde com as palavras.

Abraço

Ana
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Fleuma 04.01.2023

Gosto muito da tua companhia, Ana.

Da tua generosidade também.

Abraço.


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