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O que anseio é esse corromper desta harmonia. Esse encantar premeditado que consegue encher estes dias longos, vagarosamente. Ensina-me a respirar de novo. Regressando por pensamentos onde habitam as memórias que, e eu sei, estão  resguardadas.

E sei desta minha arrogância escurecida pelo orgulho quando regresso aos teus passos, enquanto vou vampirizando as cores e as transformo nesta corrupção de harmonias: devagarinho pelos degraus escorregadios como as sombras. Vou criando as escarpas do meu caminho com as esperanças e brilhos subtraídos. 

Esquivo. Sorrateiramente.

Orgulhosamente sempre gostei de labirintos que conduzem a destinos que não são meus. Gosto de ali pernoitar enquanto vou tecendo sintomas escondido. Sem a mácula da vergonha consigo brindar a mais uma chave, que abre mais uma fechadura de ferro forjado de pensamentos que não são para mim. Não são meus. Mas esse é o verdadeiro gene do viajante infatigável - vai  saciando a sede em todas as fontes.

 

 

 







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