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Ômega, diz-me o que sou.

Com os olhos que me conhecem nos meus dias cruzados entre a tua silhueta e a minha vontade de sair daqui. Diz-me desta saudade, que sistemática como Hefesto no seu labor, me vai castigando os dias e as noites. Diz-me onde está a virtude de subsistir, não viver, onde sei não pertencer. Estar tão cinicamente certo da palavra ausência como da raiva que me força a ficar. Ainda a ficar.

As tuas palavras são o absinto, ouves?

São ornamentos do meu medo. Ecos de feridas abertas todos os dias. Caminhos perdidos. Raízes apodrecidas. Animal que reza para que nada nos separe.

Miseravelmente, nada consegue essa separação. 

Não quero dormir. Agora não.

Ômega,  canta para mim.

 

 







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