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O distanciamento tem destas coisas; uma necessidade em que o tempo nos ofereça paciência e outra sensação que não apenas a frustração da dôr de emoções maltratadas. É complicado, mas tudo se torna explicitamente mais claro, as cicatrizes não são tão pronunciadas quando se observa de longe. E creio piamente, que ainda estou em processo de cura de algo maligno que a mim mesmo apliquei. Algo que para a maioria das pessoas  revela frieza sentimental, não passa de um processo de cura e cicatrização que necessita de tempo e paciência. Porque sempre me custou lidar com certas emoções, bem mais do que sentimentos de fúria e ódio. Na distância, compreendo melhor: não devo exigir os minutos ou os dias dos que não me pertencem. Apenas aceitar os poucos que realmente e por uma estranha finalidade existencial me amam. Talvez devesse finalmente capitular e aceitar tamanhas sensações designando-os como amor. Porém, não. O amor não define esta lucidez sentimental. Eu próprio não consigo definir-me. E por bizarro que pareça, perante tanta batalha interna, tanta espera e saudade, eu pergunto-me sempre se quero realmente definir o que quer que seja.

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