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Por momentos a existência dos dias que passam deveria deixar impressa uma recordação. Não importaria que fosse uma má memória. Ou que nos fizesse rir a olhos vistos. Bastava que provocasse movimento. Respiração arquejante, antes de um qualquer espasmo moribundo. Pouco importava. Apenas aquele preciso momento onde se sente dentro de nós, na profundidade da pele arrepiada, as portas a fecharem para o mundo. Deitados no chão, deveria ser uma recordação que representaria  tudo. Tudo! E a revelação de ser certo que finalmente estava ao alcance. Ali: a um passo. Num esticar de braço. Depois? E depois? Cada um seria e faria como assim desejasse. Talvez por meio de mangas de mágico de circo. Talvez assumir que estava encontrado o fim da estrada. Ou então, encolhendo os ombros cansados, decidir que tentar alcançar o que fosse era perda de tempo. Talvez, eu ficasse parado. Apenas para ver a dança à luz das velas. Em plena escuridão e sem certezas de voltar a abrir as portas ao mundo.







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