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Escuto as palavras que saem da tua boca. Contos para encantar que quero, embora nunca tenham sido realmente meus. Eu racional que quero, necessito ouvir as tuas palavras de encantamento. Sussurradas em volta do fogo que creio ser ancestral. Tão antigo como a beleza das palavras que adormece a razão. Que descansa a morte dos dias.

 

Eu não sou belo. Existem demasiadas cicatrizes para que me sinta belo. Deixo isso para ti, porque alguém tem de carregar o fardo. Mas deixo-me levar pelo que me contas. Pelo soletrar esvoaçante. Acalma a alma. Afaga. E quase sinto que o espelho reflecte a verdade ...

 

São as memórias que assombram a mente racional e relatam o frio do inverno quando dançam as feiticeiras. Ou então, o  Ragnarok, o fim de tudo o que existe. E quase se torna real aos olhos a vinda de Fenrir, esse pai de lobos, filho de Loki, que pelos seus dentes desencadeará  a morte de tudo o que vive. 

 

Deixo que me encantes. De propósito. Cada vez mais convicto que não nasci no mundo certo. Que tenho caminhado em passos largos sempre cego. Plenamente consciente que, pelo menos hoje e agora, consigo sentir alguma beleza em mim. Ainda que tal não me seja possível sem guia.

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