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O som tem alma. Um persistente chamar e sonhar. É uma origem a que me entrego sem pudor ou hesitante ao feitiço das suas notas. Esta beleza, este arquétipo de portentos, cresce para além dos limites humanos e parece gostar de se sentar entre os deuses e vales eternos. O mero respirar se resigna aos seus desígnios mais agrestes ou aos caprichos mais perversos de amante insaciável.

 

Sempre lhe notei um carisma de colosso, embalando e cristalizando a minha vontade. Porque é grande, imenso e um monólito a ser venerado, bramindo até que o coração estremeça e os sentidos se evaporem num êxtase nunca duplicado, sem igual.

 

Testemunho uma veneração cultista ao som. Uma visão à escuridão como caminho traçado na certeza. Existo num mundo conclave onde as alianças são uma transmutação de valores. Apenas a morte terminará com este amplexo. Não o ódio ou o desprezo dos inferiores.

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