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 " Sabes que reter o respirar por muito tempo, leva ao sono eterno?..."

 

(999)

 

...

 

 São de magnânima virtude aqueles que conseguem resistir ao vazio frio e áspero das ausências. Uma serena minoria, direi, que parece transformar em canção interior, como se mastigasse, digerindo lentamente, o sofrimento de uma paixão quebrada em lascas quando pessoas se afastam para sempre.

 

A minha compreensão não abarca tanto. Mas certos vigores transparecem montanhas. Só um oceano ocupando o lugar da consciência mais racional consegue justificar para mim que certas criaturas perante uma caixa repleta de escuridão, colocada com sobriedade por quem saiu, consigam respirar em estado de sufoco e emoções que são massa de vidro rude.

 

Para mim a virtude de alguns na sua bizarra sagacidade não escorre na lâmina grotesca de certas despedidas; este não é o maior dos fardos e tormentas. A magnitude de certas criaturas habita no seu cantar interno ao martírio de um silêncio sem fim, a rejeição e as incertezas. Na recusa de dobrar a uma dor que fica impassível mesmo que coberta pelo sal da inevitabilidade. Quando criaturas amadas se esfumam por completo e como se nunca tivessem partilhado caminhos.

 

 

 

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1 comentário

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De Bruno a 11.01.2018 às 03:35

"Sing for me, my angel of music..."

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