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A pequena - morte vive no seu desvelo de cinzas na correnteza do ar. Ali: escondida entre as margens acima e imersa em si própria.

 

Mesmo que perca a luz do sol, escreve ao ondear da chama das velas, brilho lunar, sem luz. E ainda que perca o papel e a tinta, escreve em sangue nas paredes esquecidas. Escreve sempre. Tomando para si as noites do mundo e plantando o sussurrar dos pensamentos em cima do ombro dos incautos que a escutam.

 

Dizem que o verdadeiro amor só brilha uma única vez nas horas que consomem e que devemos esperar pacientes até que rasgue a aurora dos dias. A pequena - morte tem esperado. Tem procurado. Debaixo da lua, andado pelas ruas até ao amanhecer. Vai misturando fórmulas arcaicas, bebendo a depressão. Escondida no sono. Mutilando-se em sonhos. Acordando mais velha. Mais consumida.

 

 

 

 

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