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Já por muitas vezes eu prometi a mim mesmo, numa espécie de desejo de ano novo apressado, que iria tentar ser normal. Possuir uma normalidade que me permitisse levantar todos os dias ás mesmas horas, comer exactamente no mesmo canto da mesa e pensar no dia que iria passar: trabalhar e estudar. De noite seria precisamente igual à noite dos dias anteriores. Tudo o que seria necessário era desejar essa vida normal. Mas, existe um entendimento e compreensão íntima, que me afirma o contrário. Sei que não passaria de uma mentira. Porque existe em mim uma estranho ódio aos estudos e ao mesmo tempo uma urgência vampírica de conhecimento escrito e provado. Um imenso gozo por poder decidir se fico ou vou. Coisa que sei não ser privilegio de muita gente. E depois, sei que consigo aceitar as consequências da minha existência. Nem sempre fui capaz desta força, mas faz parte do território conquistado. De tal forma, que por estes dias nem sequer me aborrece o que pensa a minha mãe de mim. Creio que até convivo com isso de forma quase ( direi...) poética.

Sei o que é a inveja, bem como a ganância e a raiva surda. São defeitos meus que floresceram de outros males severos e por isso certas dores permanecem. Tudo se torna mais fácil com uma certa aceitação de que aconteceu e nada pode ser feito. Porém, onde deixo a normalidade é na incapacidade de paralizar e penar por algo que me escapou por entre os dedos. É como pedir desculpas por algo: ninguém merece desculpas, realmente. Talvez as desculpas sejam maravilhosas e amorosas no momento em que acontecem. Sinceramente, nada mudam. Não corrigem algo que já foi feito ou dito. São apenas mais um acto de normalidade e não passam de uma gentileza para certos ouvidos. Nada mais.

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HerÉtic 12.01.2015

"É como pedir desculpas por algo: ninguém merece desculpas, realmente. Talvez as desculpas sejam maravilhosas e amorosas no momento em que acontecem. Sinceramente, nada mudam. Não corrigem algo que já foi feito ou dito. São apenas mais um acto de normalidade e não passam de uma gentileza para certos ouvidos. Nada mais."

Porque escreve tão pouco? Calamidade não partilhar mais. Isto é puro ópio

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