Saltar para: Post [1], Comentários [2], Pesquisa e Arquivos [3]

Eu pessoalmente,
sei em que me vou transformando. Contrariamente ao que antes me foi afirmado, não saber qual o meu verdadeiro desígnio, eu sei! Porque me forcei a transformar. Porque assim tenho decidido e mesmo que o final seja uma monstruosidade, sei que não pretendi outra coisa. Outro caminho.
E lamento,
que os meus olhos insistam em olhar ao longe. Lamento que o meu conceito de amor se resuma verdadeiramente a uma e apenas uma pessoa. Para isso, criei labirintos onde todos e tudo o resto se perde. Onde não existe espaço para mais nada. É loucura, eu sei. Mas não me importo que o resto morra. Afinal, a morte de todo o resto nem sequer será a minha maior perda. Pressinto, no entanto, que maior das perdas é muitas vezes o que morre dentro de cada um enquanto vivemos. Sinceramente. Nada consegue dissuadir-me disto.
Contrariamente ao que seria de esperar, pouco me importa se isto revela algo de anormal. Não, quando se aceita a transformação e a necessidade de que aconteça.