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Permanecer em plena floresta gelada. Rodeado por árvores secas e raquíticas. Nas últimas horas da noite mais gelada das últimas semanas. E em silêncio absoluto, sepulcral, escutar o uivo dos lobos. A chávena de café negro forte estremece na mão. O pescoço endurece e um arrepio incontrolável corre as costas. Até à nuca. 

 

Uma mão aperta-me o ombro. Puxa-me para a realidade. Recuso negar a embriaguez do momento. Ali, naquele lugar, poderia perfeitamente ser o meu local de morte. Eu que sonho tão pouco. Eu que me apaixonei por uma terra onde não nasci. Mas que me pertence. Que sei ser parte de cada fibra do meu corpo. Quanto mais me aproximo dela mais se apossa de mim. Por isso, volto as costas ao que supostamente deveria ser meu para o que eu sei, será o meu verdadeiro porto de abrigo.


1 comentário

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Rita 23.11.2015

Muito bom, obrigada pelas tuas palavras que me levam a esse lugar tao sombrio e confortavel.....
Obrigada

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