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Atmosferas são como pessoas. Reconheço uma intensa paixão por pessoas atmosféricas, que oscilam por ventos agrestes caminhando por labirintos gelados, e por fim, por fim, deliciosamente se tornam suavemente cálidas. Estas criaturas são pactos de um sangue atmosférico, cruelmente dotadas daquele vigor sanguíneo cuidadosamente calibrado para forçar a paixão mais bruta e crua. Nunca nos amam por pedaços. Nunca pretendem a nossa mudança. Conquistam a nossa totalidade. Absorvem a nossa sombra de braços abertos. Bebem de tempestades. Das nossas agitações e espasmos.

Amo-as.

Intensamente.

Em raiva. 

Essas atmosferas são como um arrebatamento em delírio que respira em nós. Algumas, serão as que desejo ver nos últimos instantes de uma existência sombria, as mais belas e brilhantes, as mais violentas e lacerantes. 

E nesses últimos instantes, antes desse Nada absoluto, em egoísmo, vou desejar guardar toda a beleza dessa brutalidade, toda a salvação desses braços que se abriram para mim.

(Fleuma)







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