Saltar para: Post [1], Comentários [2], Pesquisa e Arquivos [3]



Por vezes, no regresso a este local, sinto uma estranha emoção, muito interna, muito presente. Neste ponto onde tento respirar outra atmosfera, respiro saudades de ti. Creio que é de egoísmo que escrevo estas palavras, de ingratidão porque me afasto para demasiado longe com demasiada frequência, mas pouco me interessam essas falhas. Certos vazios nunca são realmente preenchidos mesmo que consideremos ser um direito criar o vácuo. A saudade não deixa de estar presente ainda que breve, mas é terrivelmente intensa como aquele instante de quem entra em casa e tudo está vazio e silencioso, um caminho que abre as portas e anda pelos corredores sem uma presença, sem um som além dos seus próprios passos. Este torpor que sujeita os sentidos fascina-me mas embrutece o pensamento porque algo está ausente, perdido entre uma certa nostalgia do que não irá regressar. Sabes que eu acho a saudade e a nostalgia em facas de fios afiados que rasgam e mutilam sem piedade. Sabes que sim. E assim deve ser para sentir o verdadeiro sabor do valor de quem, em momentos únicos, partilhou as minhas palavras e me chamou amigo. Algo primário e visceral como se nesses precisos momentos, a viagem não fosse solitária, pelo menos neste local. 

Para mim é o acenar a uma vontade de não esquecer o que não é fácil de encontrar.

O assentir à preciosidade de uma porta aberta.

(Fleuma)


2 comentários

Sem imagem de perfil

Anónimo 29.11.2023

É bom entrar e encontrar-te. Gosto muito de ti.

Um beijo.

M.
Imagem de perfil

Fleuma 29.11.2023

Sabes que o sentimento é o mesmo.

Um beijo.

Comentar post







topo | Blogs

Layout - Gaffe