Saltar para: Post [1], Pesquisa e Arquivos [2]



 

 

Virtude, onde estás virtude?...

 

 

Adoro criaturas pacificas. Pacificadas com tudo e com todos. Com Deus. Com o nosso planeta azul. Com o astro-sol e noites de lua gorda. Habituadas e em paz com a sua pacificação.

 

O estado puro de paz que parece consumir criaturas pacificas acende aquele pequeno, minúsculo, candeeiro da consciência. Aquela lamparina intermitente que serve para afastar os enxames que insistem no fustigar das pobres almas tão em paz consigo próprias.

 

Seria lógico que outros não fossem portadores de tanto ódio e desprezo. Porque a razão e a lógica devem ser, por vezes, observadas sem os óculos aninhados na ponta do nariz caduco. A lógica e a razão floreadas na ideologia preconceituosa, placidamente disfarçada de crença em Deus e valores de preservação da vida humana. Sagrada vida. Não aceitação e muito menos permissão de morte escolhida com dignidade.

 

A criatura em paz consigo própria rejeita quem atropela o "seu" preservar e manutenção de agonias em camas sujas. Não questiona a "sua" opulência humanista mesmo quando são os outros a medir forças com os restos de existência indigna e piedosa. Porque são os outros. E não eles.

 

A criatura pacifica, virtuosamente protectora do direito à vida até ao mais ínfimo estertor, mesmo que em agonia e inutilidade, sente na face os pingos de uma morte aceite e escolhida por outros como uma ofensa ao terror de Deus. Que deveria ser o único a dar ou tirar. Senão o que poderia acontecer? Talvez o ateísmo branco da baleia de Ahab? Onde Deus se retirou para que o espaço fique vazio.

 

Então se o sagrado não importa importam as ideologias políticas de manutenção existencial. Desculpas e desespero de causa vestidas de dramatismo pacifico e irmão. A tirania da ética que dita as virtudes da escolha. Mas da maioria. Não do individuo.

 

Abençoados sejam.

Autoria e outros dados (tags, etc)







topo | Blogs

Layout - Gaffe