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Tenho a clara consciência das coisas preciosas que vou perdendo. De como obstinadamente as vou procurando e de como, bem no fundo da minha mente, eu sei que nada encontro. Mas persiste a vontade de não deixar que tal me esmague o coração. Alimento a esperança de que posso, eventualmente, descobri-las noutros locais e com outras pessoas. O que para mim, por estas horas, se parece com algo sem vida e superficial pode vir a converter-se em essêncial. Eu sei, claro, que outras pessoas caminham pelas mesmas estradadas, que até imaginam o mesmo que eu. Porém, a diferença talvez seja porque durante a noite, tais caminhos parecem ter sido escavado e talhados para criaturas como eu, enquanto as grandes estradas iluminadas e perfeitamente sinalizadas com os seus pontos de descanso, são  obra para todas as outras pessoas.

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