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"Alles wird in Flammen stehen ..."

 

Reconheço a saudade da sua escrita. Aparece, por vezes, de mansinho como uma fugaz chispa num qualquer canto da consciência. Creio ser algum pedaço de amargura pessoal, pois gosto de me afastar dos locais e das pessoas que em alguns momentos, significaram algo para mim. Que, ainda por breves instantes gratificantes, partilharam pensamentos escritos comigo.

É minha a culpa. Por pensar sempre que o silêncio se revela a maior das homenagens e a distância a melhor das fábulas de encantar - como se em certos momentos precisos como um relógio de Deus, a minha existência fosse a de outra criatura que me fala aos olhos e dos seus punhos as palavras fossem pernoitar onde procuro alimento raro.

O afastamento e a noção da preciosidade deste silêncio são algures o beijo de Judas, porque se perdem noções e companhias de batalhas, muitas delas escritas a fogo fátuo. Por vezes impacientes e extremas.

Esta é uma saudade diferente. Cinza, como quem visita um local abandonado. De quem bebeu nas palavras e cerrou os olhos esticando a mão para ser guiado por outras temperaturas, muitas vezes menos sombrias do que a minha fraca arte de sentir. 

É a saudade com sabor a malte e abandono, ainda assim. Pelas palavras escritas onde a alegria era rasgada, nua ficava uma estranha e sombria fragilidade ajoelhada com o peso de uma qualquer mágoa que eu desconhecia.

Demasiado humana. Uma luz vermelha entre muitas palavras.

 

 

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