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Se calhar, deveria deixar de lado as coisas que agradam e em que sou bom. Talvez fosse melhor falar sobre o que não agrada e em que sou mau. Por exemplo, eu não sei cozinhar e arrumo as minhas coisas de forma predestinadamente caótica. Será muito mais rápido se disser que tenho por hábito perder tudo o que não me interessa ou desperta a atenção, que me sinto acompanhado no meio do caos. Amo de forma obstinada  a música que desperta em mim a escuridão da alma. Sou desajeitado e mal consigo expor o que sinto, por vezes digo o que não quero e sei como é fácil notar a dor nas outras pessoas. O meu sentido de orientação arrasta-me mais para abismos do que estradas seguras. A minha paixão por viajar raramente é compreendida, creio que julgam que quero fugir. E eu insisto.

Quando fico furioso tenho têndencia a partir coisas: pratos, canetas e relógios de alarme. Tantas e tantas vezes me arrependo destas iras! Mas não consigo controlar-me. E todo o meu dinheiro serve para viajar. Sentir e exprimentar.

Sou combativo muitas vezes sem qualquer razão. Apenas porque sou assim. E tenho muito poucos amigos com quem goste de partilhar a minha existência.


1 comentário

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Rita 11.08.2014

obrigada pelo teu comentario, e as tuas palavras só são mal compreendidas porque as pessoas não percebem o que tu sentes, são egoístas e só pensam em si mesmas. e até mesmo nós somos assim
fica bem

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