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E quando termina a tempestade, quase sempre ( e infelizmente...) não existe a noção, a verdadeira percepção da forma como foi ultrapassada. Por vezes, ainda mais dolorosa, é a falta de conhecimento da forma como foi possível sobreviver a essa tempestade. E a meio da noite, enquanto o corpo se revira na cama desfeita, em plena solidão, nem sequer é possível saber se o dilúvio passou, de facto. Por mais apoio que exista, entre abraços ou beijos sempre pródigos em esperança, a lâmina da verdade está ali, bem junto à garganta: seja como for, nunca será a mesma coisa. Não é possível, após a torrente, ser a mesma pessoa. Quem entra na tempestade nunca sai igual. Nunca.


1 comentário

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Rita 14.04.2015

tem a ver que caímos no mesmo erro imensas vezes e quase não temos a noção do quanto somo iludidos por esse mesmo erro.
obrigada pelo teu comentário e por me entenderes
fica bem

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