Saltar para: Post [1], Comentários [2], Pesquisa e Arquivos [3]



A paixão sentida por outra pessoa revela-nos. Exige, antes de qualquer outra acção, que nos transformemos. É uma virose de morte lenta. Um sentimento de inutilidade e ainda assim, uma inesgotável vontade de possuir física e mentalmente. Acredito sinceramente, que se torna maligna para criaturas como eu. Sinceramente. Senão, porque razão só me consigo sentir descansado em dois estados de alma? Que só necessite de uma companhia em mim e quando assim não é, que cada vez mais prefira a solidão dos momentos em que me afasto? Depois? Uma febre estranha, compensada por tragos de vinho que não apagam nada! Por fumo que apenas esconde mais um daqueles dias onde cada vez mais almejo viajar para longe. Nunca foi fácil para mim conviver com tal imensidão emocional. Porque se misturam as saudades de um beijo em lábios carnudos, a extrema punição que é não poder olhar os olhos imensamente negros todos os dias e em todas as horas. Sei seguramente, que por cada minuto sem poder tocar numa pele tão branca e uns cabelos negros tão longos, me está a assassinar lentamente. Esta é uma condição de morte. Sei qual  é a importância de todas as outras pessoas que me rodeiam para além disto. Um céu sem estrelas incapaz de me forçar a ficar. Assombram os dias que restam até à minha ida. De vez.

Tags:


1 comentário

Imagem de perfil

Rita 02.03.2015

obrigada pelo teu comentário.... a paixão leva-nos por caminhos nocturnos e intransigentes em que por vezes se revela mórbida e contraída...

Comentar post







topo | Blogs

Layout - Gaffe