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 Tem sido uma pergunta frequente vinda de algumas pessoas. Tenho amigos? Ou então, o que é para mim um amigo?

 

Pessoalmente, posso afirmar com segurança que aqueles que considero como amigos, digo, verdadeiros amigos podem perfeitamente formar os dedos de um punho cerrado. Poucos. Escassos e genuinamente leais e verdadeiros. Existe uma miríade de razões para este número ser curto e mesmo assim vastamente superior ao que uma criatura como eu poderia esperar.

 

Somos diferentes em relação a este elemento dito amigo. Não me interessa ressalvar que cada um acha o que quer sobre o que é e como deve ser um amigo. Sendo pessoal e subjetivo, cada um encara a amizade como entende. Sejam os mais gregários sejam os mais solitários. É diferente e pouco interessa, mas parece ser notório o incómodo e a necessidade do porquê. 

 

Essencialmente o amigo para o ser não quebra em absoluto uma promessa! Se prometeu, cumpre. Mesmo que para isso tenha de me magoar com a verdade. Conhece-me e por isso sabe. É esta capacidade que ampara e guia quando os caminhos se tornam escarpas e estar só não ajuda. Sacrificam muito do que é seu por mim. Acreditam e lutam comigo.

 

Este amigo desperta o meu mais profundo egoísmo. Uma vontade extrema de o proteger e também estar presente nos seus piores e melhores momentos. Sou egoísta a este extremo. Não olhar para mais nada a não ser na sua direção. E se tiver de passar por cima de outros assim o farei. Já o fiz várias vezes. Os outros odeiam-me. Mas o que interessam?

 

Reside nesta raridade todo o propósito do que é ter amigos e ser amigo. Para mim, especialmente, é muito difícil porque sou um cínico descrente por natureza. Mas este privilégio é meu. Porque se me foi oferecido espelha os meus sacrifícios para com esta raridade preciosa.

 

 

 

Os que seguem o caminho da constrição não nasceram para seguir em massa. Não cresceram para depender da grande maioria que se movimenta em círculos para onde todos o caminhos vão dar ao mesmo local. O caminho da constrição é sabedoria e luz que ilumina os dias que passam e afaga as noites escuras.

 

Os caminhos da constrição criam os órfãos de deus. Quando a solidão permanece, sem santos e preces ao vento que passa, só fica a certeza do que é a escuridão.

 

Aos que seguem a escarpa da constrição não importa a gazela morta. Antes interessa a perseguição. O resultado final não dá sequer um laivo de grandeza. E quando a face é oferecida em nome de uma bofetada é para que nasça a vontade de retribuição. Para que se aprenda que nada sobrevive em nome da uma falsa pacificação a que inutilmente se tem chamado perdão. Que se note e assente a realidade. Hoje os outros amanhã eu!

 

Dizem, os que temem a noite e os seus prazeres de rameira, que somos todos iguais. As criaturas que habitam este miserável planeta nasceram com os mesmos olhos para viver. Como pode isto ser possível? Se em cada dia, em cada ruína eu só vejo que nenhum profeta está vivo. Que não é verdade. Apenas os mais fortes sobrevivem testando a natureza. Tudo o resto já se rendeu.






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