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Nunca me ocorreu que a minha vida pudesse, fosse qual fosse a  situação , estar ligada a outra de uma forma tão visceral! Nem sequer assim sinto que tenha sido em relação à minha mãe que me carregou nove longos meses, alimentou  e dominou para protecção do mundo exterior. Não sou lobo de alcateia, sinceramente. Não obedeço a regras de obediência e mesmo sabendo que lhe rasguei o coração em tiras, voltei as costas e decidi sair do grupo. Mesmo amando-a de forma única, sei que nunca me vou arrepender. Porém, não existe fuga possível perante os momentos em que olhamos o rio gelado e desejamos, ambos e em plena harmonia, que assim se mantenha. Que nada substitua o brilho do gelo e que ali não corra água. Talvez por receio de que se a água correr, as correntes sejam demasiado fortes e consigam quebrar o nosso abraço. Sabermos o nome um do outro, sei que não chega. Antes me aquece o conhecimento de que assim é melhor, quando todos os outros já me traíram. Que só uma ligação como esta permanece. Que a nossa escuridão apenas se revela a nós próprios. Sinto-o! Sinto-o de uma forma tão potente e tão intensa que quase adivinho a minha morte. Não se explica, nem se analisa. Sente-se e consome.

 

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