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É doloroso, aquele regresso às memórias, sempre que escuto as primeiras notas de violino daquele segmento especifico. Como se deixasse uma porta aberta e o vento venha suspirar aqueles velhos fantasmas. As recordações são, demasiadas vezes, um veneno necessário e tragado no vinho de estranhos demónios.

Poderia passar-lhe diante - até pisar as notas com as botas pesadas - que a expurgação não se consumaria. 

E estranhamente, não sinto qualquer semente de remorso ou arrependimento. Antes uma fome de falar o que não foi falado. Uma intensa vontade de regressar ao passado e, por breves instantes que fossem, rasgar o meu orgulho em tiras, e escutar com outros sentidos.

Nem sequer necessitar de um pedido de desculpas. Ou pedir perdão. Porque este sempre foi um terreno escuro e sem água que me sustente.

Não.

Compreender é algo exponencialmente mais difícil para mim. Mesmo que muitos pensem que os anos nos tornam mais sóbrios. Mesmo que muitos pensem nas graças do esquecimento que repetidamente teimam em afirmar na morte.

As notas não cimentam rancores, mas interrogações e incompreensão. Pregam na memória o voltar de costas e a solidão de quem escolhe partir com o peito cheio de palavras por dizer. 

Mas a necessidade de entender o que falhou nunca deixará de me consumir os dias e as noites. Mesmo que fossem apenas  escassos minutos - mesmo que apenas estivéssemos em silêncio - sei que nós, olhos nos olhos, sangue do mesmo sangue, conseguiríamos acenar e entender. Mesmo não perdoando. Mesmo não esquecendo. Conseguiria casar as notas daquela pauta com as correntes da culpa.

E por vezes, quando deixo que o violino me arraste no seu feitiço, pressinto-lhe a presença. O cheiro a perfume dos seus casacos e como sou um doloroso reflexo seu.

 

 

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Tenho saudades de ti.

Não quero evitar.

É impossivel evitar-te.

 

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Um estranho amor, este, que não se consegue explicar. Uma escolha? Talvez. Uma forma encontrada para permitir que um pedaço nosso seja arrancado? Absurdo, mas perfeitamente aceitável. Só assim se consegue expressão para tantos pensamentos discordantes - que muitas vezes nada mais suscite a nossa capacidade de transformar aquela maligna ruga que  atravessa a testa, sempre presente nos dias mais negros,  no despontar de um sorriso, que se converte na nossa própria definição de paraíso.

Talvez seja um amor de  escolha: um sorriso e depois um arquear de sobrolho tenso antes do estremecimento.

Uma escolha.

Direita ou esquerda. Um pequeno saborear dos teus olhos. Um vasto planeta aos meus olhos. Mesmo na aridez da mais venenosa fúria, conseguir pressentir o estranho sentimento que navega nesse amor - uma porta aberta para mim. Tantas vezes cego. Tantas vezes cheio de ódio e demasiadas vezes perdido em sombras.

Nem sempre é possível ver esta gema. Demasiadas vezes desbaratando o seu significado. Lamentando os pensamentos e a resposta - se  fico ou pura e simplesmente parto.

Por vezes chega esta agonia aos meus pensamentos. Vem de mansinho. Principalmente quando as noites não são acolhedoras como habitualmente. E são estes os momentos mais preciosos, se estiver só. Porque creio firmemente que em companhia, no calor de outros pensamentos, as minhas decisões abririam as portas de par em par para a entrada daquele fogo-primário que nos consome irremediavelmente com a tirania da saudade. 

Penso que o esforço despendido a resistir e a sobreviver a estas vagas nos vai assassinando lentamente. Onde os pensamentos parecem não aceitar dobras e folgas para outras realidades. Onde a mais potente das fórmulas para engrandecimento pessoal, este estranho amor, nos obrigue ao medo dos que sabem perfeitamente poder vir a ser consumidos e retalhados.

Estranhas criaturas, nós. Insólitas criaturas, sempre a escolher os caminhos mais sombrios.

 

 

 

 

 

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A insónia, quando se esquece de si própria, deixa cair pequenas migalhas que se convertem em fortuna ...

Consigo deitar-me no centro da cama fresca. Como um náufrago entre as margens da rebentação das ondas e a salvação da terra firme, forçar a minha imobilidade, virado para o tecto de braços e pernas abertas e esticadas; a respiração acaba por serenar e converter-se numa suave aragem; os batimentos cardíacos batem, ainda pesados, ao ritmo do cansaço extremo.

Quando a insónia se esquece, talvez finalmente convencida que não conseguirei resistir a uma consciência forçada, o quarto cerrado de escuridão, sem uma nesga de luz, onde apenas  escuto o meu próprio respirar,  cresce sem limites. Creio que este estado me aproxima perigosamente de uma semi-morte, quando os músculos se apresentam dolorosamente reais, e os olhos recusam a tarefa de ver, ficarem vigilantes.

Não conseguir afastar este torpor final consegue apenas ser descrito por aqueles que conhecem intimamente a tirania da insónia e as suas parcas migalhas. Alimento que não chega para sustento dos bons sonhos porque o que eu desejo é um sono tão profundo que qualquer réstia de sonhar, divagar ou recordar se esfume num vazio de esquecimento.

Talvez esta seja uma forma de saber morrer em cada momento que consigo adormecer profundamente, longe das garras da insónia. Talvez sejam necessárias as correntes do cansaço mais debilitante para que permaneça preso a uma cama, com a  fadiga a esvair-se, deixando-me penosamente frágil na penumbra; sabendo que, por horas, morrerei para o mundo, vagueando na  escuridão inconsciente. Talvez por isso tenha deixado de a temer, abraçando-a muitas vezes - a essa escuridão.

E se for realmente banhado nessa fortuna, consigo ainda ouvir um outro respirar distante.

E antes de partir até consigo sentir o conforto do cetim de um  último toque e  palavra - quase imperceptíveis.

 

 

 

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Por vezes, nos comentários anónimos que recebo, por norma pouco favoráveis e demasiado frementes nos seus moralismos dourados, duas palavras persistem, como toques sentenciais de quem acha conhecer-me, -  "perturbado e estranho".

Como se eu fosse um livro aberto, perfeitamente cristalino, onde bastam as palavras que escrevo neste buraco para que a minha alma seja desvendada. Como se não fosse óbvia toda a minha ânsia por privacidade - devia ainda ser mais cristalino que apenas descrevo traços mínimos, toda a imensidão que resta permanece em sombras. O conhecimento é o que eu quero que seja. Mais nada.

" Perturbado e estranho" podem ser folhas em branco onde gosto de exorcizar demónios pessoais. Meus. Inflexíveis. São as minhas batalhas e as minhas cicatrizes. As minhas vitórias e derrotas - demasiadas para carregar.

Sei de obsessão. Extremismo. De não ser referência ou exemplo. Porque pouco me interessa. Já se torna demasiado penoso tentar viver comigo próprio sem me afogar em ódio e frustração.

" Perturbado e estranho " são parte da exortação enfadonha de quem julga conhecer algo mais do que a sujidade do solo de onde nunca ergue o olhar.

E servirão perfeitamente para o epitáfio deste buraco.

 

Hallowed Be Thy Name ...

 

 

Reconheço a minha ignorância e negligente desinteresse em figuras públicas, menores ou maiores. Não me interessam personagens construidas em nome de novelas, festas sociais ou atribuição de estátuas por talentos que, manifestamente, não entendo. Não quero forçar a minha já restrita paciência no facebook ou instagram com toda a sua imbecilidade "likes" ou comentários pacóvios de quem raramente entende o que comenta além de banalidades de exposição pública.

 

Por isto não sabia do que se falava. Porque razão a comoção agitava as águas frouxas da sociedade. E tudo seria bom e tudo se revelaria óptimo, se em cada hora, em cada minuto que entro num ginásio ou pego num peso, não surgissem olhares vesgos e assopro pífio. Parece que a nova  revelação se chama anabolizantes. Creio que a criatura humana continua a padecer da patologia da generalização - somos todos iguais. Ou então, apenas alguns.

 

Segundo informação, alguém que não conheço, decidiu forjar um corpo. Decidiu que seria importante para a sua vida profissional dependente de "likes" e elogios alheios, aumentar o seu volume corporal e calibrar a estética para os suspiros femininos e masculinos.

 

Alguém decidiu por si. Não me interessam as pressões mediáticas ou sequer  o estado de condição cretina dos seus seguidores. Será necessário respeitar isso. Não aceito contemplações moralistas estupidamente ignorantes.

 

Aparentemente esta é uma sociedade que se anseia tolerante - tolerância na orientação sexual, contra a intolerância racial. Apenas alguns exemplos de aceitação propagada com a força das redes sociais. Tudo bem. Assim seja.

 

Mas a hipocrisia mora na próxima esquina. É asquerosa e feia. Escondida debaixo da iniquidade ideológica que depende da escolha colectiva e por isso  deve ser defendida. Deve ser berrada a plenos pulmões.

 

Portanto, uma escolha pessoal, mesmo que para babugen alheia,  deve ser respeitada ou tolerada mas apenas secretamente.Tolerância sim! Mas apenas para certas escolhas. E então se isso significar o proverbial tiro no pé, martelam-se as massas com exemplos estúpidos e conselhos a seguir.

 

A grande maioria dos seres humanos vive da observação assente no trono do " faz o que eu digo e não o que eu faço"; sonha com os seus ídolos de barro mas não estende a mão para os ajudar na sua queda. Esta grande manada procria na inveja e na procrastinação perante criaturas decididas a criar uma personagem mediante qualquer meio. Não respeita nada, de facto. A sua suposta tolerância é ditada por um qualquer drone. Não aceita decisões pessoais que pura e simplesmente não trazem contributo para as suas frágeis existências - para além dos sonhos.

 

Sei por experiência pessoal o que significa para uma grande maioria possuir uns braços enormes. Sei dos pensamentos de muitos quando observam dorsais como asas, pernas como rochas e ombros forjados no peso. O que pensam das mãos grandes. E nada disso me interessa. Sei das minhas fragilidades e do sofrimento anterior a tudo isto. Eu sei do poço - o abismo mental e destroço físico de quem se arrastava durante vinte longos minutos do quarto para a casa-de-banho, matutando na cadeira de rodas onde sabia ir sentar-se. Tarde ou cedo. Sei do meu esforço e dos gigantes que me retiraram desse poço imundo. E não foram anabolizantes. E se fosse? Decisão minha.

 

Os comentários e olhares de que vou sendo alvo revelam o que me rodeia. A ignorância das ovelhas que não entende que o meu corpo não se destina aos seus suspiros de admiração. Uma máquina alterada por minha decisão e força de vontade. Que pouco me interessam os seus pensamentos cavernosos sobre o meu tamanho excessivo.

 

Torna-se perfeitamente claro que a grande maioria das criaturas humanas deste planeta não gosta de si: são seres com excesso de peso e em permanente estado depressivo compensado com comida e insultos; vivem curvados e em dores porque não entendem que o excesso dobra os ossos e as vértebras.

 

Regurgitam absurdos ignorantes e vão esquecendo os cinco quilos que trouxeram no corpo depois das férias. Sentam-se nos cantos como pombos e vão soltando arrulhos sobre a sua  falta de sorte e como o sujeito é assustador com tanto músculo - " provavelmente, anda na droga!", só isso justifica conseguir caminhar erecto e sem dores  quando o seu lugar era na cadeira de rodas.

 

A ignorância veste muitas vezes a burka da tolerância. Creio que a decisão pessoal, não prejudicando outros, deve ser respeitada. Comentários imbecis e depreciativos apenas justificam reflexos de incapacidade, falta de inteligência e acima de tudo, mentalidade de rebanho.

 

E por uma decisão pessoal que deve ser respeitada também se devem aceitar responsabilidades pelas suas próprias acções. Más decisões pagam-se caro. Porque nada nesta merda de mundo é oferecido sem retorno.

 

 

 

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Uma das mais raras virtudes do ser humano consiste no reconhecimento tácito da necessidade de desaparecer; é tão rara esta virtude, tão absortas estão certas criaturas na sua ânsia de não deixar que se apaguem os seus sonhos, que o esquecimento do que são e já deixaram de ser transforma os poucos anos que restam da sua vida numa paródia - uma ingénua natureza morta.

 

Há quem já esteja morta há anos. Existe quem seja sábio ao extremo de reconhecer que as cortinas baixam e urge que se retire com a elegância artística do velho anjo ou demónio. Mas na decrepitude mais estúpida se manifesta, sistematicamente, o mais ardente dos fanatismos sonhadores; numa bizarra incapacidade de ultrapassar a incoerência vegetativa, certo é o abraçar final do estado verminoso: último espasmo que garanta alguma sobriedade perante o cair do pano.

 

Quem se recusa a aceitar o desvanecimento mesmo diante do patamar do que foi a sua já longa vida, perante as virtudes da realidade do seu passado inútil e de estéril importância para os que vivem ao pé de si, persiste na mesma naquele furor imbecil descrente de hierarquias e topos, onde jamais ascenderá - apenas poderá sonhar com a sua própria consciência de verme, incontáveis vezes profanada por elites intocáveis.

 

Sempre farejei a podridão nos que aguardam no mais escuro buraco enquanto vão sonhando distracções alheias,  na sanha de uma pequena dentada que seja no calcanhar dos titãs. O fedor do símio covarde sem um pingo de vigor moral que se imagina policia de virtudes, insultando e difamando quem nunca lhe será semelhante, consigo sentir a quilómetros. O raquitismo mental de quem ousa vestir a túnica da inocência e foge acossada como uma sanguessuga tentando apagar todos os seus traços no meio da mais vasta sujidade, já há muitas luas deixou de me espantar - apenas provoca um imenso bocejo de reconhecimento ... E sola da bota suja.

 

É imediato o meu reconhecimento da criatura que se recusa a aceitar a derrota. Persiste na visão míope de que não existe um pé que lhe esfrega a face desgastada por anos de incompetência existencial, na sua própria saliva imunda; um ser sombriamente cretino vislumbrando o próprio Seppuku e que ainda assim, mesmo assim,  recusa fechar os olhos.

 

Guardo um rancor muito brilhante ao verme delator e mentiroso que apenas progride nos seus já  escassos dias de luz com a falsidade das palavras e obscenidades das  ratas de esgoto.

 

Cultivo com paciente amor e carinho um ódio de estimação a certos erros respiratórios. É quando o velho verme se vitiminiza nas graças da inocência e cai no atrevimento de imaginar que algo no Universo se importa consigo, que mais gosto deste ódio. Como ferve e borbulha.

 

 

 

 

(999)

 

 

Eu ...

 

O ser humano é uma criatura estranha. Quando no estado mais puro de companhia, entre o êxtase do grupo e o uníssono da partilha comum, transfigura-se. Talvez  assim se justifiquem as ideias  que afirmam não sermos talhados para estar sós; morre o conceito da ilha deserta ou do lobo solitário. Comungar paixões tem sido revelador nos últimos meses. Talvez demasiadas vezes para os meus sentidos.

 

Assim tem sido comigo. Entre a descoberta da faculdade de respiração entre multidões e a aceitação de que por vezes se tornam necessárias as saídas urgentes de uma solidão que se torna venenosa na sua dependência, tudo tem sido revelador; tanto tem sido escrito e tanto tem sido negado. Nada permanece como antes. Nada.

 

Creio que apenas quando envolvidos nesta corrente, respirando na asfixia e intensidade destes momentos se atinge o que sempre procurei.

 

Saborear um caos tão distinto como fonte de alimento e sobrevivência.

 

 

 

 

 

 

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(999)

 

" Open, Ye Core ..." 

 

 

Violência controlada. Sente-se escorrer na pele. Bate asas e rodopia pela sala em escuridão. Como que feita de trapos sombrios; alimenta-se do suor banhado na frustração dos dias de incerteza e nos desejos. Desejos tão negros, ali, na distância de um tocar.

 

Como consegue ser majestosa a doce violência do som! Reunifica os pedaços da alma e alimenta a sofreguidão deste veneno. Envenenado na liberdade criativa sem limites ou deuses. 

 

E é amor, amar esta violência que se deixa domesticar. Como que na placidez dos crentes nas suas virtudes. Como no sossego que nasce da sabedoria. Quando o som cresce em monstruoso e na mente dançam as sombras enamoradas nas palavras atiradas, cuspidas, ásperas como lâminas, e é na escuridão que existem as respostas. 

 

Não nas luzes.

 

Em sangue. Amo-a. No indescritível comando de uma canção. Toda uma vida de cinzas existe. Acorrentada na noite.

 

Amo a violência do som negro ainda e quando tudo parece acalmar-se e pela sala restam as faces espantadas e as bocas abertas de sede. Venero a devastação que permanece. 

 

Quando tudo se silencia.




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