Saltar para: Posts [1], Pesquisa e Arquivos [2]


Ómega ...

 

Não é realmente tristeza. É antes o pensamento de quem se encontra perdido. Não é sequer a solidão forçada, a incapacidade de comunicar emoções, é o fascínio de procurar, caminhar e procurar. É não esperar ser compreendido por mãos maternas de piedade, como se fossem bondosas em tempos agrestes.

Não é realmente dormir ao relento nos dias mais soturnos, quando as manhãs não brilham, as tardes não cheiram a café e a  chocolate, e as noites são a companhia mais fiel. É não compreender porque insistem tantos na inútil fatalidade que continua a travestir a sua ignorância com a ironia incapaz e o humor forçado.

Não é nada disso realmente.

É uma intensa necessidade de Pertencer. Ousar chamar Casa a um local. Conseguir, mesmo perdido e ausente, recordar o caminho para regressar mesmo que a estrada seja outra todos os dias. É como respirar finalmente, esta vontade de pertencer a algo que aquece, acarinha, protege. Uma outra voz que chama uma e outra vez.

Creio profundamente que este é o sentimento mais verdadeiro, mais visceral e pessoal que algum dia tive o privilégio de deixar correr dentro de mim: consentir o pertencer a algo e a alguém. Mergulhar nessa torrente enquanto corre o meu tempo, que acho sempre, será breve mas finalmente, Pertenço. 

Por isso se torna impossível pertencer ao mundo, abrir os braços para todas as vidas e deixar o Universo indolente aos meus pensamentos, decidir por mim - como muitos parecem acreditar. E nunca conseguirei deixar de rir com a ideia de abrir os braços ao mundo que me rodeia, como se pertencer realmente, ser uma célula verdadeiramente de algo, fosse apenas como respirar. É demasiado precioso este sentimento. Único. Egoísta e carregado de um peso tão individual que todo o resto são migalhas ridículas, sem importância.

Sou arrogante ao ponto de saber que Pertenço. Imprudente o suficiente para virar o rosto para o outro lado quando alguém acha viver numa Casa.

 

Fleuma,

 

 

 

JOHAN BARRIOS

 

Por vezes, nestes últimos tempos, ainda que cada vez mais raramente, ainda consigo deixar que um certo espanto consiga atraiçoar-me os dias. Não deveria acontecer, sei disso. Mas porque sou uma criatura pouco inteligente, às vezes olho para baixo e o espanto surge. 

Veja-se o caso deste local de desvairos: espanto-me, sem apelo, na necessidade de continuar a ser fustigado por comentários onde, pura e simplesmente, rudemente, me são afirmadas imediatas necessidades de encerramento deste blog. Talvez tenham razão. Mas mesmo que essa possível razão exista, abre, desde logo, um sério problema para mim: eu não gosto de imposições! Muito menos tolero ser forçado a algo sem que eu possa decidir também. Possivelmente, um defeito meu. Ou se calhar não. Talvez me irritem as criaturas que, na sua própria tristeza, pretendem qualquer influência por estes lados.

Porém, até acabo por transformar alguns comentários e outras mensagens, em tubos de ensaio de estudo humano; parcas migalhas de pobreza travestida em moral, e principalmente, a arrogância imbecilóide que se outorga a si mesma a ilusão de me conhecer.

Apenas alguns exemplos ...

" ... não tens sentido de humor, és seco e sem graça...", 

Em meu abono, se não for muito incómodo, gostaria de afirmar apenas que não consigo evitar o riso quando leio isto.  Mesmo sem gargalhadas, devia contar como um pouco de humor ... Não? E não sei se tenho graça, embora haja quem já várias vezes me garantiu que até sou gracioso e capaz de gracejar com muita leviandade. Pode ser porque gostam de mim e não querem magoar-me? Já agora, seco só se for porque tenho pouca ou nenhuma massa gorda em excesso, o que me dá um ar meio bárbaro, aspecto que sei ser pouco apreciado por certas elites. Lamento.

" ... há escuridão e demasiado culto ao que é escuro. Deveria mudar o grafismo deste local..."

Presto culto ao que me interessa. Por isso, uma pontinha de orgulho pela sua ignorância. A imagem deste local foi recriada por uma pessoa que, por razões que ainda desconheço, conseguiu "entrar" na minha consciência por breves instantes, suficientes para tornar este local num espelho. Por isso, ficará enquanto eu ficar. Ou, mais uma vez, decidir o que quero mudar.

" escrita depressiva e incapaz de alegrias ..."

Se é esse o ponto, continuo sem entender porque regressam. Creio que pode ser um acto de reflexão, em que certas palavras são recortes na nossa própria banalidade e por isso somos incapazes de entender o que que aqui se escreve? Será muito complicado? Poderá ser esquecimento quanto ao facto deste ser um local pessoal e não deve satisfações a nenhuma outra criatura?

Uma vez mais repito-me: o afastamento pode ser uma arte de fuga. E não tem de, necessariamente, ser uma covardia. Partir para locais mais arejados, cheios de luzinhas e viagens que nunca se concretizaram, pode ser o bálsamo necessário para menos atrocidades que certos comentários e mensagens persistem em comungar.

 

 

Eu já perdi pessoas.

Mesmo numa existência pouco longa, eu já perdi pessoas de uma forma irreparável; por vezes, e dolorosamente, apenas conservo pensamentos envoltos na minha memória, de alguém que perdi. Mas é estranho quando isto acontece porque não é bem como perder um pai ou uma mãe, como o vazio que sente uma criança que imagina uma mão amiga na sua e depois descobre que não. É algo ainda mais visceral e mortificante. Inexplicável para mim.

Tento colocar este turbilhão muitas vezes num papel, como uma tentativa, um mapear de coisas, normalmente agrestes, porque sei ter perdido alguém demasiado importante para mim. E nas palavras que escrevo é possível encontrar um eco de outros tempos e de outras pessoas, raras, que por serem tão poucas, o seu valor não se calcula. Mesmo que, no que vou desajeitadamente escrevendo, muitas dessas palavras tenham aquele sabor negro dos elogios fúnebres, a emoção de quem lança as cinzas ao vento ou no mar.

Não existe muito consolo.

Mas é necessário para mim. Tão importante como respirar. Porque senão o fosso vai aumentando. Depressa. Em pensamentos e sombras. E o que fica é ideia de solidão e a falta de vontade para a combater. É como dividir tudo isto em duas metades de um livro e ter de escolher uma parte, e na minha recusa a aceitar isso,  tento uma redenção nesta escrita. Mesmo sem talento e mesmo sem uma musa que me ajude a encontrar o caminho.

Creio piamente numa estranha equação ensinada, que gosto de manter junto aos meus dias mais sombrios; deixar entrar e permanecerem as paixões, por mais singulares que sejam; a solidão da distância, uma absurda punição a que submeto os meus dias; e o sabor doce-amargo de uma loucura que aprendi a aceitar como parte de mim.

Um dia destes, talvez tenha o talento necessário para descrever este distúrbio lunático. E talvez consiga dar-lhe um nome.

É justo que o faça. 

Mesmo que não consiga fechar o imenso buraco escavado pelos poucas pessoas que vou perdendo.

 

(999)

Deixei as portas abertas ao assombro; lembro-me bem quando decidi povoar labirintos com assombrações e abrir as janelas ao toque de pensamentos temerosos. Transformação. Mudança de uma coisa em outra. E lembro-me que nada consegue recriar-se sem a chaga dolorosa do abandono de um caminho que nunca mais será traçado. Fui muito mais longe: sem remorsos, incendiei tudo, rigorosamente tudo, enquanto me espantava com portentos e reprimia o meu desejo de fuga e esconderijo. Continuo com esse desejo de queimar o que não me fascina. Creio que nunca morrerá.

Nunca gostei de dar nomes a assombros. Chamar por um nome ao olhar transfixo de uma criatura embalada pela descoberta de um outro fogo, não precisa de nomes. Gosto do silêncio que varre os meus sentidos no assombramento. Uma canção que ninguém escreveu; tem as suas próprias notas e as suas únicas palavras. Receio não ter a voz para a cantar. Temo que as minhas palavras sejam demasiado idiotas ou honestas, demasiado estranhas, para justificar as portas abertas.

Talvez seja necessário este baixar de um joelho ao solo, um vergar de cabeça enquanto cedo a entrada ao estremecimento, apaixonar-me perdidamente por caminhos tão desconhecidos. Talvez. 

Se calhar a chave que deixou as portas abertas sempre se escondeu numa palavra, escrita com a inocência do respirar: reconciliação.

Sim. Reconciliação com as minhas sombras e escuridão.

 

 

Tudo começa quando forço a saída do afastamento. Quando se torna dolorosa a ideia de que é necessário regressar por umas  horas, afastar-me de uma reclusão imposta, onde consigo respirar, e os silêncios são sempre rompidos por uma outra voz, tracejada de luz como em noites muito escuras, uma salvação, antes do abismo. Porque a solidão e a distância deixam-me embriagado, sabes? Os silêncios quando não são quebrados por uma voz ameaçam muitas vezes os meus pensamentos; são paixões tão perigosas como venenos de absinto, que me tornam demasiadamente esfomeado.

Gosto de chegar à Cidade e caminhar em passos lentos pelas ruas brancas de neve. Quando as botas pesadas se enterram nesse branco, quando o casaco negro, comprido e grosso raspa pelas pontas de gelo, emitindo aquele som ancestral para o caminhante, o prazer é quase infantil, sabes. Um absurdo sentimento de ardor alegre a que não permito o capricho da manifestação demorada. Mas há algo de transcendente para uma criatura que veste de negro como eu, ao andar lentamente por ruas brancas, pisando os passeios húmidos, entre pessoas atarefadas com os seus casacos pesados de muitas cores, e que olham desconfiadas para mim. É como se eu fosse uma figura fantasma, distante e deslocada naquelas ruas. Antes, era dolorosa esta ideia. Agora? Nenhum rei, profeta ou deus conseguirá convencer-me de outra coisa que não se banhe na indiferença. Mesmo que me sinta deslocado num qualquer paradoxo transcendente.

Quando as frugais horas de luz e sol dourado dos dias do Norte se retiram, envergonhadas, chegam com elas a escuridão da noite; sabes, não é possível colocar em palavras um Céu que se torna profano de luzes cósmicas, uma comunhão que silencia o mais intenso dos pensamentos, uma alegria que raramente sinto ser minha, muito minha!, escorre numa torrente quase impossível de ser contida. Mesmo as luzes da Cidade mais bela que conheço, entre as portas dos cafés onde se come e bebe entre gentes que aceito como minhas, no calor da paixão das gargalhadas mais valiosas para os meus sentidos, nada se compara às noites do Norte.

Nada!

Creio firmemente que somos o ritmo dessas Noites. Uma revelação para mim como o mais primordial. São Noites tão entronizadas como as que todos o dias, no meu afastamento, testemunho, porque são um mesmo e um todo.

Gosto de me iludir na sua química. Gosto de pensar que são para mim aquelas luzes que bailam naquele céu cósmico. Tonto, incapaz de as acompanhar dançando, gosto do egoísmo sonhador que alimenta essa ilusão.

Uma bela noite para morrer. Sim.

 

(999)

 

Ocorre-me, demasiadas vezes, a peculiaridade das coisas aparentemente frágeis, mas onde acabo dominado pela surpresa da sua força. Mesmo na minha ânsia quase insaciável por viajar, quando a persistência da vista, do cheiro e do sabor, me obrigam a escapar, envolto na companhia de uma ideia que não aceita paragens, já deixou de ser possível manter a indiferença de quem, outrora, chegava e voltava a partir sem remorsos. Essa falta de remorso dos que não se apaixonam já não existe em mim. Esse vazio que sempre cismei preencher com mais um destino é agora apenas mais um fantasma que me acompanha - inofensivo. A fome de viajante continua, mas agora já parto sem um vazio, porque encontrei a minha Terra. Uma Mãe carinhosa de braços abertos, sempre atentos aos meus eternos regressos.

Alguns chamam-me "escapista", desconhecendo a minha paixão e devoção. Pouco conseguem entender como podia eu estar morto, para todos os efeitos e consequências, eu estava morto, sem gritos, sem lágrimas ou uivos de frustração, com a única emoção de continuar a andar até morrer. A ideia era sábia - deixar que tudo acabasse, assim mesmo, sem tentar resistir de novo - sair de uma existência, como quem entra por uma porta e não a deixa aberta.

Mas então, e se o escapismo não for nenhum tormento?

E se, depois de escaparmos, houver um regresso, e o mundo não for o mesmo? Alguém me disse que podemos muito bem regressar  com armas novas ( alguém me disse isso, algures ...).

Saudades...

São raros os dias em que não lhe sinto a falta, pelo menos duzentas vezes! Ruídos e estalidos; brancos e pálidos; cinza e chuva com gelo; e cores nos céus da noite!

São raros o meus momentos de repouso quando estou distante, com demasiada impotência, sou forçado a abandonar, afastar-me, apenas com a certeza absoluta de regressar.

É necessário. Pela minha sanidade. Por um beijo. Por um doce respirar que me sussurra um amor que nunca será merecido.

 

 

Que estranha é esta sensação de alivio quando o silêncio se transforma num colosso! Quando o céu se adorna de mantos cinza e cobre. E chumbo. Quando a escuridão, voluptuosa, abraça os mares prateados e as encostas geladas. É como se um desígnio fosse finalmente quebrado e a tempestade de gelo na montanha distante - mas tão perto! -, cavalgando entre os ventos agrestes do Norte, uivando, livre, na imensidão daquele firmamento, fosse um prelúdio desde sempre anunciado. Cintilam os olhos, enquanto o coração bate selvagem nos fjords,  naqueles preciosos instantes em que a alma deixa de ser nossa, são outras as luzes que se acendem.

Não falam de medos mas de força e superação. E entre tanta grandeza e perante a nossa mesquinha dimensão, sussurram ainda assim, entre o clamor das tempestades, algo tão suave e tão gigantesco: um Amor, que primeiro nasce em nós pequeno e primordial,  desprotegido e quase sem respirar, saído de um purgatório que parecia não ter fim. Um amor inconfessado,  sem donos e amantes. Nosso. Salival e egoísta - mas tão portentosamente sublime porque vai crescendo tão dolorosamente! Um preceito que nos vence e alimenta aquele fogo do orgulho, enquanto vamos sendo arrancados do chão.

Não sei como o explicar de outra forma.

Talvez porque seja necessário sentir este Amor como um egoísta faminto. Talvez porque só na condição hedonista este se  revele. 

Não consigo explicar como é que algo tão seminal seja acordado do seu torpor por uma Terra e outras Gentes!

Procurei uma resposta para este Amor, que se arrastou de fragilidades e fraquezas, e continua a ameaçar afogar-me nos seus braços. E sei onde está essa resposta. Desconheço apenas onde encontrar a Chave da fechadura.

 

 

 

 

O primeiro toque tem aquele sinal semelhante ao desespero mal contido. A reacção é uma electricidade que pulsa, remexe, cobre os sentidos com o manto mais sublime. Aquele primeiro, preciso instante, onde nada oscila, nada se inverte, tudo se alinha, tem o artefacto engenhoso que corrompe os homens em loucos dementes. Onde o pensamento não resiste, o discurso cede as veias ao toque entorpecido por subtilezas  estranhas, por vezes desconhecidas. Que se dobre o espírito na pele de seda enquanto se reclina o olhar em cheiros, momentos de promessas transformados em memórias de dor e prazer - esses pactos saborosamente infames.

Sombras.

Sempre.

Desejo ser petróleo iluminante para ver como arde esse primeiro toque. Queimar tudo ao meu redor. Esquecer o meu caminho para casa. Alimentar o fogo e queimar este mundo. E mesmo assim chamar por ti.

 

 

 

Às vezes deixo que os sentidos adormeçam nos braços da ilusão das promessas. Por vezes... Aceito a promessa de um "para sempre" com a mesma insensatez daqueles momentos em que algo apunhala a minha atenção, e deixo que se abram portas e janelas - entram os traços levemente deixados como partículas de luzes para um outro caminho, sinais, cores em cada esquina dos labirintos. 

Como se  fosse possível segredar algo para sempre num mundo que se aproxima do fim. Como se a eternidade não fosse tão vaga como as promessas de amor eterno. Como se aquele beijo final não pudesse ser o fim: o último.

Mas, às vezes, gosto dessa doce mistura, necessária para gravar na alma os sintomas de uma doença que promete algo para sempre, sem pensar nas ilusões, sem imaginar a maldição de cair do céu para o abismo profundo. Como se fossem naturais, ainda que dolorosas, as cicatrizes de mais uma queda.

Gosto. 

E, estranhamente,"para sempre", encerra portentos na alma -  consegue fazer vibrar emoções escondidas nas sombras. 

Tão doce, a ilusão da companhia eterna. Como o vinho mais saboroso que turva os sentidos. Como o último cigarro de um condenado antes de cair. 

 

O  verdadeiro fascínio dos erros é quando nos despertam outros caminhos, coisas novas, pensamentos diferentes, mudanças e estados de alma por vezes tão intensos que conseguem transformar algo que sonhávamos imutável. Às vezes, errar torna-se glorioso, extraordinário, de repente, uma certeza , mesmo que não seja perfeita.

Nos erros, muitas vezes, existem artes que conspiram para outros mundos que desconhecemos - talvez outros universos inimagináveis, magníficos, maravilhosamente sombrios, estupidamente desconhecidos a quem se apressa sem um olhar atento. E se errar é realmente humano talvez também sejam uma porta para a fragilidade da substância dos sonhos. 

Pode ser.

Senão, porque continuamos a cometer o erro de amar? Persistir nesse mundo bizarro e encharcado de sombras e dúvidas. Amar é horrível, creio eu. Deixa-me vulnerável e de peito aberto - significando que alguém conseguiu entrar e obliterar as minhas defesas, construidas com tanta perfeição, de armadura tão sólida, com uma sabedoria astuta, numa estúpida distracção minha, num dia  estúpido da minha estúpida vida, recebe um pedaço de mim. E nem sequer isso me foi pedido! Apenas entrou e recebeu. Apenas cometeu a simples imprudência de um beijo, um sorriso que rasgou a minha estúpida existência,  e a minha vida deixa de ser só minha.

Um erro grave e consentido porque esta coisa desperta-me paixões e fico refém. Deixo que entre e devore a minha escuridão tão escondida. E não quero nunca que chore por mim nesta escuridão, que simples frases consigam estilhaçar um outro coração que parece bater ao mesmo ritmo.

Estranho. Um erro estranho aceitar como verdadeiro, olhos com olhos, quando dizem que me amam. Porque me causa dor e sofrimento sentir a saudade de alguém como se me faltassem faculdades que sempre tive. Não é só doloroso na minha imaginação. Não é só no meu pensamento. Pode ser um erro que consegue esmagar a alma. Rasga de dentro para fora.

É um erro pago caro. Que me faz odiar esse amor. Mas que me faz sentir estranhamente extraordinário. Como se estivesse doente e não sei porquê.




Arquivo

  1. 2022
  2. JAN
  3. FEV
  4. MAR
  5. ABR
  6. MAI
  7. JUN
  8. JUL
  9. AGO
  10. SET
  11. OUT
  12. NOV
  13. DEZ
  14. 2021
  15. JAN
  16. FEV
  17. MAR
  18. ABR
  19. MAI
  20. JUN
  21. JUL
  22. AGO
  23. SET
  24. OUT
  25. NOV
  26. DEZ
  27. 2020
  28. JAN
  29. FEV
  30. MAR
  31. ABR
  32. MAI
  33. JUN
  34. JUL
  35. AGO
  36. SET
  37. OUT
  38. NOV
  39. DEZ
  40. 2019
  41. JAN
  42. FEV
  43. MAR
  44. ABR
  45. MAI
  46. JUN
  47. JUL
  48. AGO
  49. SET
  50. OUT
  51. NOV
  52. DEZ
  53. 2018
  54. JAN
  55. FEV
  56. MAR
  57. ABR
  58. MAI
  59. JUN
  60. JUL
  61. AGO
  62. SET
  63. OUT
  64. NOV
  65. DEZ
  66. 2017
  67. JAN
  68. FEV
  69. MAR
  70. ABR
  71. MAI
  72. JUN
  73. JUL
  74. AGO
  75. SET
  76. OUT
  77. NOV
  78. DEZ
  79. 2016
  80. JAN
  81. FEV
  82. MAR
  83. ABR
  84. MAI
  85. JUN
  86. JUL
  87. AGO
  88. SET
  89. OUT
  90. NOV
  91. DEZ
  92. 2015
  93. JAN
  94. FEV
  95. MAR
  96. ABR
  97. MAI
  98. JUN
  99. JUL
  100. AGO
  101. SET
  102. OUT
  103. NOV
  104. DEZ
  105. 2014
  106. JAN
  107. FEV
  108. MAR
  109. ABR
  110. MAI
  111. JUN
  112. JUL
  113. AGO
  114. SET
  115. OUT
  116. NOV
  117. DEZ
  118. 2013
  119. JAN
  120. FEV
  121. MAR
  122. ABR
  123. MAI
  124. JUN
  125. JUL
  126. AGO
  127. SET
  128. OUT
  129. NOV
  130. DEZ
  131. 2012
  132. JAN
  133. FEV
  134. MAR
  135. ABR
  136. MAI
  137. JUN
  138. JUL
  139. AGO
  140. SET
  141. OUT
  142. NOV
  143. DEZ
  144. 2011
  145. JAN
  146. FEV
  147. MAR
  148. ABR
  149. MAI
  150. JUN
  151. JUL
  152. AGO
  153. SET
  154. OUT
  155. NOV
  156. DEZ


topo | Blogs

Layout - Gaffe