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Com os anos, torna-se difícil manter amizades. É fácil afastar-me das pessoas. Na maior parte das vezes não faço parte das suas ambições, crenças religiosas ou visões de futuro. Por isso, é relativamente simples descartar e ser descartado. O que realmente exige de mim maior empenho é tentar manter uma amizade. Principalmente quando sei que aqueles sim, são amigos e amigas. Normalmente porque são em tão exígua quantidade e acima de tudo, porque me aceitaram sempre. Nas minhas fraquezas. Nas mais sombrias horas e na necessidade de distância. 

Esta amizade difere da paixão amante. Uma é intimidade para um mesmo caminho, como uma alcateia viaja junta e ainda assim, mantendo distâncias. A outra é companhia inabalável. Partilha de sensações pessoais e entrega de corpo e alma. Esta apenas se reflecte a uma e apenas uma pessoa. Também amiga mas porque é amante, companhia quando tudo o resto falha. Aqui não existem latitudes possíveis. Nem sequer consigo comparar isto a uma amizade. Por mais intensa que seja. Seria falhar onde me recuso falhar. Mas existe um laço comum. Uma intensa partilha de emoções tão marcante que só poderíamos ser poucos. Não se consegue sentir desta forma em multidão.

 






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