Saltar para: Post [1], Comentar [2], Pesquisa e Arquivos [3]



 

Ontem, um Messias bateu na porta da entrada. Um seu profeta que lhe anunciou a morte. Tudo após uma noite de copos cheios e charros que cheiram a madeira queimada. Porque afinal, como sempre, as escrituras estão erradas. No fim apenas resta o escuro. Uma escuridão que não sorri e nem ama. Assim consigo entender que ainda fale só. Como se pudesse compensar pelos anos de costas voltadas, sem que uma palavra tivesse rasgado a distância e o vazio. Como se agora, estas palavras quase mudas e proferidas em tom de respeito, alguma barreira fossem quebrar e assim desfazer tantas luas de silêncio forçado.

 

Não consigo deixar de pensar em ironias. Como estando tão perto do alcance, apenas se olhou para o lado oposto. Desfrutando de amores e paixões como cigarros ardendo. E quando o Messias trouxe a noticia tudo ruiu. A solidão chegou. Não a artificial e prenhe de romances, não. A outra. A que rasga e mata lentamente. A que coloca a lâmina na garganta e se prepara para o ritual de punição, revelando que sempre ali morou. Nunca saiu. Apenas adormeceu e agora já não se torna necessário voltar as costas e permanecer em silêncio.


Comentar:

Mais

Se preenchido, o e-mail é usado apenas para notificação de respostas.

Este blog tem comentários moderados.

Este blog optou por gravar os IPs de quem comenta os seus posts.







topo | Blogs

Layout - Gaffe